Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Implicâncias. A destruição de um casamento

Esta história começa como outra qualquer. Uma história de amor, uma paixão.
Mas com o andar do tempo...
Era uma vez um marido que implicava com a mulher. Nada do que ela fazia estava certo, fosse nas actividades de vida diária, fosse no relacionamento entre amigos. Ela era alegre, bem disposta, mas a implicância dele provocava mal-estar. Tornou-se taciturna, triste. Estava farta. Farta de não ser compreeendida, de ser desajeitada, triste de não conseguir satisfazer, de ser diminuída, ostracizada por ele.
A sua prepotência martirizava-a. O desinteresse e o desprezo dele corroía-a.
Cansada das suas implicâncias resolveu desaparecer.

Ele procuro-a. Andou desorientado sem saber o seu paradeiro. Perguntava a todas as pessoas por ela. Adoeceu de dor. Uma dor infinita de culpa. Nunca a encontrou por muito que a procurasse. Ela desapareceu sem deixar rasto.
Hoje, na cama grande e fria da sua casa grande e fria ele pensa nela. Tateia o seu espaço na cama mas o lugar, outrora quente e húmido, está frio.
Ela também. Fria mas feliz. Feliz como nunca conseguiu um dia estar. Feliz por ser uma mulher livre das implicâncias de um marido déspota e frio.

sábado, 10 de junho de 2017

Absolutamente imperdoável

Para quem não tem amor-próprio, para aqueles que não se prezam e esquecem a sua dignidade. Ninguém merece a perda de tempo. E há uma vida lá fora para quem quer viver.
Imperdoável esperar que alguém modifique as suas atitudes. Tempo perdido...

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Agora a sério: vamos para a brincadeira...

Tendo em conta o anterior poste sugiro escrever numa frase o que querem que as pessoas digam, um dia, quando falarem de vocês.
Usando a letra da canção vencedora da Eurovisão, acrescentem agora...

"Se um dia alguém perguntar por mim digam que eu...."

Vamilhá...porque é importante deixar a nossa marca neste mundo.

sábado, 3 de junho de 2017

É isto que a família ensina em casa? Certamente, não sei...

Num jardim público os adolescentes, de cigarro entre os dedos, jogam à bola - mesmo estando a sinalização que proíbe jogos - imunes à força com que a lançam, esquecendo que as pessoas passam; o que interessa é satisfazer o seu ego, quiçá, numa espécie de desejo em ser o próximo CR7 cá do burgo.
E a bola bate nas pessoas? Bate. E isso que importa. E pedem desculpa? Mas acham mesmo? Essa palavra foi riscada no manual de boas maneiras.
Desculpe, com licença faz favor bahhhhhhhhhh coisas de cotas, já não se usa.
E continuam a jogar... Falar com eles, chamá-los à atenção é melhor não, ainda oiço alguma frase desagradável e, pelo que vejo, é malta que não hesita em mandar uma velha para qualquer sítio. "Se estás mal muda-te" deve ser o lema desta rapaziada.
E eu mudei-me. Procurei um sítio onde não houvesse adolescentes mal-encarados...
A que ponto chegou a educação!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O amor não se mendiga

Todas as manhãs acordava com a esperança de que ele olhasse para ela. Todos as noites rezava para que ele voltasse a ser o homem que povoava os seus sonhos.
Todos os dias recolhia as migalhas de amor que ele deitava ao chão, mas não enchia o seu coração. Tão poucas! Cada dia menos.
Ela sofria com a humilhação de ser trocada por outra mais nova, mas não mais bonita. Ele dizia que não existia nada entre eles. Mentira. Existia sim: os filhos. Crianças pequenas que também recebiam as migalhas de amor que o pai sacudia.
À noite, sozinha na cama, olhando para o lugar dele vazio, dizia: "amanhã ponho fim nesta relação", mas quando acordava mudava o pensamento ao vê-lo. "Vou esperar...pode ser que volte a amar-me."
Levanta-se e recolhe as migalhas de amor que ele espalhara ao sair...

sábado, 27 de maio de 2017

Felicidade

Abre a felicidade como se estivesse numa garrafa. Como se fosse champanhe. Inspira o seu aroma, espalha por toda a casa o seu conteúdo. Descansa com a garrafa vazia na mão e olha para ela derramada. Vive a vida. Procura uma garrafa e...
...abre a felicidade, pois então!


"As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade."
                         William Shakespeare


sábado, 20 de maio de 2017

Bom Fim de semana, pois então!

Esta sou eu. Podia dizer que é o meu lema, é a forma que tenho de viver.
Tento tirar sumo mesmo que a fruta esteja seca.
Bom fim de semana que agora vou ali comprar fruta sumarenta.
"Esta Lisboa que eu amo.....

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Há muito muito tempo...esta sou eu e não tenho te po para mudar. Nem quero.

....era eu uma pré-aposentada sem "nada para fazer" - isto para brincar com aqueles que julgam que os aposentados e reformados deixam de ter fases: ou fazes ou não fazes nada - e a minha filha tinha um blogue onde eu comentava já com o meu célebre "avogi", e como já tinha Pulgas (sempre tive melhor dizendo), além da minha tia-velha, uma grande Pulga e que foi o mote para este  blogue, decidi escrever as minhas peripécias.
Quem é novo por aqui não se lembra da minha tia-velha, mas ela deu origem a muitas publicações​ hilariantes devido à sua idade e esquecimentos (ali na etiqueta: "titia").
Oras... e horas passadas aqui neste meu humilde casebre. Tantas mas tantas alegrias (e tristezas mas isso são aqueles carrapatos de estimação que tenho grudados nas pernas)...
Pois bem, são oito senhores e senhoras são oito anos a escrever neste meu projecto. São oito anos a relatar acontecimentos do dia a dia.
Por isso meus amigos que todos os dias ou dia sim dia não, deixam aqui uma pulga para me coçar, a todos vocês o meu muito obrigado.
Parabéns​ a nós porque isto sem vocês não funciona.

(E aqui vai a minha faceira aprantada na publicação​.... vejam​ que dentro de momentos​ a  mensagem desintegra-se). Mas já muitos me conhecem...

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pedras no caminho

Quem nunca tropeçou numa pedra e levou o dia a maldizer a dita que se atravessou no seu espaço?
Qem nunca deu uma topada tão grande e se arrependeu de ter ido por aquele caminho cheio de pedras quando podia ter optado por um alcatroado?
Quem não se arrepende de todas as pedras que juntou para um dia construir um castelo e constatou que tem mais pedras do que o necessário e nunca construiu o castelo?
Porque afinal os castelos de areia são mais fáceis de desmanchar...e não magoam os pés...
Quem não tem pedras no caminho que atire a primeira pedra.

sábado, 13 de maio de 2017

Hoje é dia F...

Fátima, Futebol, Festival...

Dia Fantástico. Dia Fabuloso...
Começou com Francisco em Fátima a rezar por nós...
Depois um Futebolístico dia...
Dia Fértil em opções que poderá ser Falado a nível mundial. Claro que é Facultativo, mas esperemos pelo Final do dia para sabermos se o Frágil Sobral no concede um Final Feliz.
Um Fim de Semana Frutífero e Formidável para todos nós. Um abraço Fraterno daqui deste lado do mar.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Um conselho por que eu nasci para vos ensinar o caminho certo

Quando sentirem que a vida está amarga, se esgotaram todos os pacotes de açúcar e mesmo assim não adoça, dêem uma mexida forte, agitem bem, abanem a vida é que por vezes o açúcar está no fundo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Onde estavas tu no dia 25 de Abril de 1974?

Começo  por mim.
Era eu uma menina de dezassete anos....(pronto, já estão a contar pelos dedos para descobrirem que idade tenho), que estudava na Escola Industrial e Comercial do Funchal no antigo quinto ano (agora nono), e não percebia nada do que se passava, mas a palavra fascismo inquietou-me e aguçou a minha curiosidade ao ponto de na aula de História que, por sinal a tinha nesse dia, perguntar à professora o que queria dizer.
Ela explicou para a turma e continuámos nas aulas sem saber bem o que era uma revolução pois que em História aprenderamos que revolução tinha havido uma em França há muitos anos. E houvera também muitas guerras. De resto, nada.
E depois.....
Era muita areia para a minha bicicleta e eu queria era namorar.
E vocês meus amigos lindos, também eram assim como eu: burrinha, tapadinha dos olhos? Claro que não!
Um...Dois... Três...É a tua vez.

Fotografia: um hibisco ou cardeal da minha casa.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A vítima ou o assassino?

Depois de muito meditar sobre o assunto chego à conclusão que sou a favor da prisão perpétua.
Durante muitos anos achei que era uma violação dos direitos humanos, o facto de privar a liberdade, que é um direito consagrado, mas pergunto-me: porque há-de ter direitos um humano que renegou esse direito a alguém?
Crime, quanto a mim é devolver à sociedade um assassino. Crime é saber que esse um dia depois de cumprida a pena vai sair em liberdade, essa liberdade que ele tirou.
A prisão perpétua é um castigo do mais severo que há, mas é também um acto de misericórdia - não tirar a vida a alguém que a tirou.
Não há dor maior que acordar de manhã sabendo que não poderá ver a pessoa que um dia amou e que num outro a odiou o ponto de a matar. É o maior castigo que se prolongará por todo o tempo até morrer. Até se arrepender se se...

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adoptada pela Assembleia-geral da Nações Unidas em Dezembro de 1948, reconhece a cada pessoa o direito à vida (artigo 3º) e afirma categoricamente que “Ninguém deverá ser submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes” (artigo 5º)

Quem: a vítima ou o assassino?

A vida é para ser vivida e não tirada

Foi a sepultar a jovem vítima de violência por parte do antigo namorado. Ela advogada, ele personal trainer, portanto, pessoas com formação académica. Tinham já posto termo à relação, mas ele não aceitou.
É difícil entender ou compreender que, alguém de quem se gostou, possa ter um comportamento tão obsessivo/compulsivo. Como pode uma pessoa munir-se de uma faca, sair de casa às quatro da manhã para matar alguém que um dia foi-lhe chegado?
Ela foi apanhada de surpresa por ele que lhe desferiu umas facadas e espalhou o sangue pela casa. Macabro!
A violência doméstica não tem idade nem classe social. A violência está entre nós, está num momento em que o cérebro deixou de comandar os movimentos, trazendo ao de cima o lado mais negro de uma pessoa.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Eles tiveram tudo excepto a educação

Desde que  nasceram fizeram-lhes crer que só tinham Direitos e que não precisavam de estudar nem trabalhar. Durante anos disseram-lhes que nada lhes era negado e que poderiam até destruir o mundo que nunca lhes seria imputada a culpa. Sempre lhes transmitiram a ideia de uma vida fácil pois os pais tudo fizeram para que nada lhes faltasse.

Durante anos sempre lhes disseram que pais, professores e ou qualquer adulto não podiam tocar com um dedo que fosse e até tinham o dever de os denunciar. E nunca podiam ser contrariados, a razão estaria sempre do seu lado. Foi-lhes transmitido que o respeito, o civismo e a responsabilidade são palavras em desuso. Devem ser respeitados sempre, isso sim, mas respeitar os adultos é coisa que não merece o esforço. Durante anos viveram numa sociedade que lhes facultou tudo desde dinheiro, estudos, livros, materiais e os pais as coisas supérfluas.

Estes jovens cresceram e descobriram que não é bem assim. Os pais defendem os seus filhos e até acreditam no que eles dizem pois que "deram-lhes tudo" e esmeraram-se no esforço para que nada lhes faltasse mas, nesta ânsia desmedida esqueceram-se do mais importante: a educação. Têm uma mão cheia de nada!

Quem terá a culpa do sucedido em Torremolinos? Certamente que os professores não pois estão de pés e mãos atados pelos pais. Os jovens? Os pais? A sociedade? Alguém que se acuse!
Nem toda a gente está disposta a desculpar actos de vandalismo​!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Carta aberta aos papás dos seus lindos filhos que frequentam o colégio onde também estão as mnhas Pulgas

(Carta aberta...sim, ainda não a meti no envelope nem passei a língua na cola para fechar...)
Aos papás e mamãs e pais dos papás e mamãs que vão buscar as suas lindas meninas de laço grande na cabeça e mochila violeta e meninos de colete e calção pelo joelho ao colégio e interrompem o trânsito porque param a bomba assim a modos que mal parada e ficam ali a criar raízes até que os seus meninos lindos de cabelo engomado e meninas lindas de laço virado para Belém cheguem à porta.
Papás e mamas e papás e mamas dos papás e mamas, saibam que a campainha da escola toca às quatro horas e só a essa hora é que os lindos filhos e filhas e netos e netas saem da sala. Saibam que ainda a porta da sala não é paralela ao portão e não fica ao virar para norte. Saibam que as professoras...e aqui deixo o meu longo cumprimento a elas, não estão, como pensam que elas estão, atrás da porta à espera que dê o badalo para mandar os alunos sairem a correr qual galinheiro de porta aberta a deixar bisalhos ao deus dará. Saibam que as suas meninas lindas de laço à cabeça e meninos coisa mailhinda do mundo vêm a patinhar ovos à conversa com os seus pares mostrando o brinquedo...refiro-me àquele que custa mais de quatrocentos euros, que o papá deu pela festa dos seus anos e por isso demoram a chegar ao portão, e porque sabem que o seu extremoso pai, avô, mãe ou avó, estão ali já à espera, mas dá tempo, os outros que esperem, porque "eu" sou a filha de quem sou e por isso esperem. Saibam que o parque perto da escola proporciona meia hora sem pagar mesmo a pensar nos colégios ali à beira.

Atão porque raio chegam à porta da escola às dez para as quatro ou melhor três e cinquenta puxam o travão de mão ficam a coçar os cabelos ou a atender um telefonema da empresa que de tão importante nem ouvem os apitos e businadelas dos outros, e os avós que devido à hora perderam uma tarde de sono e aproveitam para passar umas brasas, as avós que entrementes tentam passar de nível no Candy Crush, e as mamas que passam os olhos na última revista sobre a moda de primavera, sabendo que só depois das quatro e meia é que as lindas meninas de laço grande já virado para Marrocos e os meninos de colete, calção e cabelo penteadinho de risco outrora ao lado, agora ao meio chegam ao portão.
Poça, difícil entender, caramba! E os outros é que são os otários, é isso?

Fernando Pessoa sempre tão actual

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Ele diz tudo nada a acrescentar. Acrescento eu que daqui a pouco retomo a visita aos meus amigos virtuais, deixem só acalmar a poeira que é do o quem diz: lavar a roupa, tratar de animais, da horta...
Não me esqueci dos meus deveres de bloguista!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Correr atrás dos sonhos e se possível espezinhando os que se atravessam no caminho

Desde pequenos ouvimos dizer que devemos correr atrás dos nossos sonhos e nunca desistir deles pois só assim alcançaremos a felicidade, certo?
Presentemente a felicidade é entendida como o hipotético resultado de ter podido satisfazer o maior número de desejos ou sonhos num curto espaço de tempo. Para isso implica sonhar enquanto houver ar nos pulmões.
Mas nem sempre os nossos sonhos se realizam. Quando a vida que sonhávamos não se apresenta como no sonho é o sofrimento!

Muita gente na ânsia de realizar os seus sonhos entra numa espiral de mesquinhez e faz do dorso das pessoas trampolim. A ambição desenfreada de realizar o seu objectivo de vida - a realização dos seus sonhos - faz algumas pessoas serem capazes de tudo sem conta e medida. Os desejos são realizados através de atitudes mesquinhas de quem não olha a meios para atingir os fins. Com uma certeza porém para elas: os seus sonhos são realizados. Não importa a custo de quê.
Realizar sonhos uma tarefa difícil para quem tem nobreza de carácter!

Fotografia: Outono em Londres. Novembro de 2016

sexta-feira, 31 de março de 2017

Geração cabisbaixa e não é à procura de moedas

Assiste-se a um elevado número de pessoas que caminham de cabeça baixa. Se antes era uma prova de reflexão, dizia-se estar metida nos seus pensamentos, hoje a razão é bem diferente, não é um acto de introspecção, mas sim um acto de comunicação ou, tão somente, estar em sintonia com o mundo ignorando um momento não à sua volta.

Caminhamos, futuramente, para uma geração de mulheres girafas ou corcundas pelo simples facto de que o pescoço vai desenvolver um bócio traseiro que vamos querer olhar o céu e será, de todo, impossível!

O uso do telemóvel tornou-se num vício, numa droga social que relegamos as tarefas do dia a dia, banimos as conversas em grupo, as saídas e encontros sociais devido ao apego ao telemóvel....E não é para telefonar.... Infelizmente!
Podemos, até, passear nus na rua que só alguns se dão conta porque a larga maioria está de cabeça baixa, olhando para o telemóvel.

Ver crianças coladas a tablets e telemóveis nem falo ou melhor falarei noutra altura...