Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Férias

As minhas Pulgas estão de férias e nem sabem o que fazer. Julgo que querem fazer tudo num só dia.
Senão vejamos: o rapaz deita-se a lastro no sofá, vai à rua dá uns pontapés na bola, joga ténis, anda de bicicleta, sobe vai à cozinha trinca uma maçã, ouve um raspanete porque não tirou a casca nem lavou.
As meninas dedicam-se aos trabalhos manuais. Baixinha vai à rede, abana-se num vai-vem a alta velocidade, sobe vai à cozinha come uma banana, ouve um raspanete porque acabara de trincar uma maçã, desce, dá umas pinceladas no trabalho, sai à rua, senta-se na rede, levanta-se, a outra briga com os irmãos, vai à cesta dos vernizes, escolhe o verniz  vermelho-vivo, ouve um raspanete, escolhe outro, pinta as unhas, senta-se no sofá que entretanto vagou que o mainovo foi apanhar pitangas. A Maiveilha pinta o frasco mas quer que seque rapidinho, vai à casa de banho traz o secador de cabelo, deixa as portas dos armários abertas, ouve um raspanete, sobe, fecha o armário, briga com os irmãos, leva mais um raspanete porque deixou as minhas botas a meio da sala
E hoje é ainda o primeiro dia....

terça-feira, 11 de abril de 2017

A bela, a poderosa, a fonte de vitamina, a pouco calórica, a saborosa da PITANGA

As minhas Pulgas adoram apanhar, é assim a modos que uma apoteose o subir ao alto do terreno de taça vazia e trazê-la cheia de belas pitangas. Embora não a comam - só mesmo para quem gosta - é um delírio.
Aqui nas fotos podemos ver desde a apanha até ao consumo numa bela poncha feita cá pela jovem que vos escreve.
Bem queria poder mandar uma safatinha delas para quem nunca provou. Pena, pena tenho de não satisfazer o vosso desejo. Fica para uma próxima oportunidade, sim?

domingo, 9 de abril de 2017

Esta é a Sueca

Apareceu na minha casa vinda não sei de onde e por aqui ficou. Não sei se tem dono, nome...ela não diz nada...(e olhem que já lhe perguntei). Tem comida à descrição, um tecto para se abrigar e carinho das minhas Pulgas. Fez da minha casa o seu lar.
Uma barriga monumental pois está prenha, demasiado prenha para procurar outro lugar.
Já foi batizada de "Sueca" porque apareceu no dia do atentado, também por ser branca de olhos azuis.
Linda, não é?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

E tu, avogi, viste o busto do Cristiano Ronaldo?

Como não ver se está ali à chegada! Como não ver se os meus olhos repararam numa multidão de gente de máquina fotográfica, telemóvel, tablet em punho e a sorrir agarrada a um busto? Como não ver se uma fila de pessoas esperava a sua vez para se colocar de cabeça encostada a um busto sorridente com paralisia facial, de olhos tortos e dentes de serrote, mas mesmo assim é o "Cristiano Ronaldo"?
Como não ver se as minhas Pulgas quando do me foram buscar nem um "Olá avó, fizeste boa viagem?", mas vez disso passaram por mim a correr e ao mesmo tempo diziam: " vou ver o busto, espera, vou ver o busto" ainda pensei que a Pamela Andersson estivesse a chegar (este é o meu lado mal-intencionado e de pensamentos obscuros), mas acrescentaram enquanto corriam: "do Ronaldo" (ah, coloquei a mão no peito para descargo de consciência e afugentado os maus pensamentos, disse pra mim: "caramba, são crianças, avoGi, não ligam ainda a esses bustos").
Como não vi se também me coloquei ao lado do busto e lancei o meu sorriso - o 75 que se refere à felicidade - e captei uma bela foto agarrada ao pescoço do Ronaldo?
Como não ver uma fila de gente que crescia como cogumelos no inverno só para se agarrar a ele! Mesmo sem fazer jus ao futebolista, o busto é uma atracção.

Fotografia: Duas das Minhas Pulgas a estrangular o Ronaldo

sexta-feira, 10 de março de 2017

Agora é sempre a festejar

Aqui há dias fez 11 anos a minha Pulga primogénita, hoje faz 9 a Baixinha - a Pulga do meio, a que é espevitada como uma cozinheira, ainda em Março o pai delas, em Abril, a mãe Pulga, depois há um tempo para descansar.
Maio, Junho e Julho estágio...Em Agosto há o grande arraial - anos do Bisalho (meu filho), em Setembro o mê Gu-Gu, faz oito, três dias depois o avô entra nos 61. Em Outubro e Novembro há anos de primas e algum descanso. Em Dezembro cá a avoGi faz 62 anos.... Chiça, caneco, e novamente há um grande arraial  com comes e bebes (se quiseres, claro, ninguém t' obriga).
E, como sempre, o lugar para a realização destas festas é nem mais nem menos que "o palácio" desta escriba. E usando as palavras do meu pequeno homem, o mê Gugu que é um verdadeiro gentleman no que toca a elogios: "avó, tu não és princesa tu és rainha".
E depois encho-o de beijos...

sexta-feira, 3 de março de 2017

Coitada de mim!

Quando as Pulgas - os meus três lindos netos...
Esperem, antes de continuar a desenvolver, vou limpar a baba, que já escorre, não quero que caia no écran da minha lambreta (nome carinhoso com o qual eu chamo o meu tablet)
...de 11, 8 e 7 anos, ficam na minha casa, gosto que, ao se levantarem da cama, se dirijam ao meu quarto "cumprimentar a avó", como diz o mê Gugu, mas é mais para saber que já estão de pé pois que cada um tem o seu ritmo e horas de sono.

Hoje uma discussão...
A Maiveilha disse que a Baixinha - a do meio - já estava a ver TV e não tinha ido ao quarto da avó cumprimentar. O Gugu, o Mainovo, mete-se ao baralho e diz que "quando se levantou ela - e aponta para a Baixinha - já não estava na cama".
Para acabar, falo à Maiveilha para que a outra oiça.
- Diz à Baixinha que vai escrever 50 vezes: "quando me levanto devo ir ao quarto cumprimentar​ a avó".
Responde-lhe Baixinha, bem alto para que eu oiça, colocando as mãos em forma de concha na boca:
- Diz à avó que vai escrever 200 vezes: "não dou ordens à neta do meio".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Se sou feliz com ele para quê me separar?

Não consigo, desculpem, porque sou bué teimosa, por mais que me obriguem, não me separo dele. Foi uma união para a vida.
Estarei sempre em desacordo com acordo. De água e cal a deitar nas paredes, a fumegar pelas orelhas se fôr obrigada a escrever sem acentos...
Que escrevam segundo o acordo não me importuna, mas eu não consigo.

Mas há um problema é que, por vezes, ajudo as Minhas Pulgas nos trabalhos a efectuar em casa. Há dias dei por mim a ler teto (têto) em vez de teto (této). Ora a Maiveilha que tem onze anos desatou a rir com a pronúncia da palavra. E eu a dizer que estava escrito "têto" que para ser "této" teria de ter um c antes do t, para abrir a vogal. A rapariga do dêmo olhava fixamente para mim com aqueles olhos lindos cor de azeitona verde.
Até que lembrei-me que neste momento não posso remar contra o acordo para não fazer confusão na cabeça da canalha, mas estarei sempre casada com o português sem acordo. E, se sou feliz com ele para quê me separar?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Na minha cama com elas

É motivo de festa estar na cama da avó (aqui é tudo da avó) nós as três.
As Pulgas são mesmo pulgas. É saltos com as pernas, é rabos no ar, é conversas entre as duas. E eu a pedir para que sosseguem...
É a historia que eu só conto se houver silêncio, bem eu diria que é um arraial assim como o da Nossa Senhora da Agonia. Agoniada fico eu de brigar com estes estrepelas.
Mas hoje subiu-me uns calores pelo corpo e só se estivessem caladas e quietas é que ia sair a história.
Mas a festa continuou, já que ninguém tinha nada a perder...a não ser eu.
A páginas tantas digo, do alto do meu olhar sério:
"Se continuam assim eu saio daqui da cama e já não volto. Vou contar até três"
1....
Continuou o reboliço.
2...
E antes que eu dissesse 3, diz a Pulga toda arrebitada com a crista no ar.
- Se sais daqui faço uma birra.
Mas onde já se viu? E eu com medo da birra, fiquei.
Brincadeira, fiquei porque adoro estas Pulgas e as suas tiradas de mandonas....

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Mas tomar as dores alheias por suas é complicado

Li algo que até me fez gargalhar. E a brotoeja saltar.

Alguém trata os filhos, carinhosamente por "bichinhos" e recebeu uma mensagem de outro alguém a chamá-la de estúpida, que não tem cabimento chamar os filhos por bichinhos que é uma desaforo, que demonstra falta de ideias, que ofende os bichos... isto, que mais isto mais aquele outro....
Quer dizer, gente linda e bela, por este andar qualquer dia recebo uma mensagem da Comunidade Independente das Pulgas Anónimas ou da Associação Nacional Pulgarense a dizer que não posso usar este termo quando me refiro às minhas Pulgas, ou melhor dizendo - aos meus netos.
Há cada uma!

Sonhos de menino

Quando somos crianças sonhamos em demasia. Bem, em demasia não, somente sonhamos na medida do imaginário. Vejo isso nas minhas Pulgas.
Elas sonham com o dia em que serão grandes, sonham com a profissão que vão ter, com marido, filhos e amigos.

Uma - a Maivelha quer ser mãe, mãe a tempo inteiro, ou como diz ela "só mãe". A outra - a Baixinha sonha com cabelos e laços e por isso quer ser cabeleireira.
O rapazinho quer ser igual ao tio quando tinha a mesma idade e só pensa em ser "o homem do carro do lixo". Que fascínio deve ter este carro!
Eu que também já fui criança, embora as Minhas Pulgas julguem que já nasci avó, sonhava com um cavaleiro que me ia dar um castelo e montes de criados....Afinal deu-me mas foi uma carga de trabalhos. Também não tinha cavalo, só um Mini de segunda ou terceira mão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Ainda há quem seja pior do que eu, espelho meu?

No aeroporto entro no elevador, Pulgas à frente diante dos olhos, Bisalho atrás, para nos levar ao piso inferior (ao parque) onde tínhamos estacionado o carro.
Estava já cheio, mas há sempre lugar para mais uns tantos, espremidos como sardinhas. Reparei que o botão piscava, sinal de que alguém já havia carregado e aguardei que ele deslizasse enquanto púnhamos a conversa em dia e olhávamos enternecidos para as Pulgas cujos olhos atravessavam a mala do tio, quiçá, imaginando as prendas que vinham dentro. De repente a porta do elevador abre e nós saímos. Novamente Pulgas à frente, tio a arrastar a mala e...
Estamos no mesmo piso."Oh diacho!"

Nem tinha descido nem subido. Ora, nós somos desenrascados, e como dizem os franceses: no hay que temer, hay otro  por supuesto, entrámos no outro que, desta vez, levou-nos até ao parque.
O mê senhor que desceu pelas escadas por achar que o elevador estava a demorar muito, fez uma cara de espanto, arregalando os olhos, ao ver-nos sair do outro elevador.

Estava eu a fazer o report do sucedido quando saem as sardinhas, perdão, quero eu dizer as pessoas, que estavam no primeiro. E desta feita os olhos postos em nós, julgando que.. seilhá... julguem o que quiserem o que eu sei é que ainda cheguei primeiro e sabem por quê?
Por que alguém que não eu, tinha carregado no botão........... para subir.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ora adeus, passe muito bem

Atão não dá que o Janeiro tá quase a ir? E dá-me cá uma alegria! É que Janeiro é comprido, parece que não tem fim! É daqueles meses que detesto e nem é pelo frio chuva ou vento qu' isso na m' atormenta.
Tesa...Desfalcada...fico sempre "nas lonas" por causa do Natal. E dá que é preciso esticar as notas do dinheiro dum ano para a outro.
Por isso, é com muita satisfação que desejo que ele - Janeiro - volte só para o ano e até lá, que venham aqueles meses que realmente gosto.
Mas Janeiro tem coisas boas...Os dias a crescer e os passeios ao entardecer que, aqui, no meu rural é sempre um espectáculo único.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Tal qual eu

O mê Gugu, neto de seis anos, esperto que nem um alho (não percebo a lógica desta frase, mas adiante), disse-me que tinha um cromo do Cristiano Ronaldo, contente que estava (afinal este craque move corações), e que ia escondê-lo "bem escondido para ninguém roubar, tão bem escondido que passados dez dias nem eu vou saber onde o escondi, avó".
Ri-me porque, afinal isto toca a todos: novos e velhos, está mania de esconder e passados "dez dias", como diz o meu Gugu, não saber onde se escondeu o dito.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

À noite no museu

Um filme com legendas passado no canal Disney e que pôs as Pulgas sossegadas durante uma hora e meia.
Não percebem inglês mas a animação e fantasia é perceptível tornando o filme num espectáculo, porque à noite as estátuas e figuras de cera ganham vida transformando o museu numa euforia épica cheia de magia.
Até eu adorei.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

E se a vossa casa fosse assaltada por crianças?

Eu nem digo o que faria, só escrevo! E ainda mais conhecendo as crianças como a palma das minhas mãos era logo chapada velha e uns murros e pontapés no rabo. Adoro quando os meus netos tomam de assalto o interior e despejam no exterior. Calha que, de seguida, arrumam tudo. "Uora" se arrumam!
Mas fazem-me cada surpresa, os pestes!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Divisão de bens

Na rua, enquanto passeávamos, as Pulgas - os meus três lindos netos, decidiam o que queriam ter, a modos que uma divisão de bens em vida, mesmo antes daqui da avó bater as botas ou seja, fechar os olhos para o mundo.
O mê Gugu dizia que o jipe era para ele. A Baixinha escolheu a casa, esta é esperta, a Maiveilha estava indecisa...
Eu, a um determinado momento disse que ainda estava viva e queria saber quem vai cuidar de mim quando fôr velhinha, de fralda, a precisar de ajuda para comer, alguém para me levar a passear na cadeira de rodas...
Nem acabei, Baixinha interrompe e disse logo:
- A mana- e apontava, de dedo bem espetado quase a tocar na irmã, para não haver dúvidas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Quando alguém rabiça...

...dentro da piscina toca a tirar a canalha toda de lá de dentro, mandar-eles pá outra, pá grande, pa limpar o rabiçado.
E foi assim c' aconteceu, depois de meia hora a nadar há uma buzica que se lembra de abrir a boca e aqui vai disto...
É ver-eles todos a tremer ca água da piscina "dos grandes" é fria pa déu-déu.
Taditas das Minhas Pulgas!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Dá-me uma comichão no céu da boca

Estando eu sentada na galeria das piscinas vendo as Pulgas na aula, estando eu num banco e havendo outros bancos disponíveis, estando eu a desejar espaço eis que vem uma senhora e pergunta se pode sentar-se. Se o banco fosse meu diria que não, mas como pertence às piscinas e é público não fiz questão.
Mas mais valia ter dito que procurasse outro! A dita senhora -mamã de um criança que estava na água não parou de dar dicas ao filho...."estica o braço, bate os pés, endireita a touca..."
Que irritante, ainda mais que ele estava na presença do monitorno decorrer de uma aula. Mas ela é que percebia do assunto. E se vos disser que estávamos a mais de vinte metros acima da piscina? E se vos disser que ela gritava para se destacar no meio do ruído da água, mais os assobios do monitor, mais a algarviada das crianças?
Queredo! Há mães que subestimam os filhos. E os professores. E a sociedade em geral.
Eu, farta do assunto e com o céu da boca a arder de comichão levantei-me e procurei um espaço mais sossegado