Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu e Moi-Même. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu e Moi-Même. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Esta sou eu e não quero nem tenho tempo para mudar, caramba!

Sabem, estou preguiçosa e como tal a lida da casa está ali a um canto à espera de melhores dias e da pachorra para colocar a touca, o avental o espanador nas maos  e servir a casa.
Já pedi à minha empregada, Moi-Même, mas aquela biteche (cabra em português) vira o rabo, abana a saia e faz-me um manguito daqueles que faz inveja ao Zé Povinho.
Atão como o pó acumulava debaixo da cama quase a fazer de colchão, resolvi não tirar o pó, mas limpar as  casas de banho que se soubesse o que sei hoje em vez destas colocaria um buraco, talvez até dois, lado a lado, com caminho directo ao mar e assim evitava ter de limpar o cagatório. Hoje foi o dia!

Vesti um vestido velho, mas lindo, diga-se de verdade que eu em casa ando sempre como se estivesse à espera da bladi cuine (inglês silvu plé), e lá parti para a limpeza. Não tardou muito estava mais molhada que um bisalho e tive a brilhante ideia... (sim, que se há raparigas com ideias que brilham sou eu)...de despir o belo do vestido e meter-me na banheira. Lindo! Dois em um! Ao mesmo tempo que limpava a banheira tomei um banho tão, mas tão bom, com uma água quentinha e só me lembrava da chuva fria que não cai e vai daí vou ter de regar as hortaliças.
E ainda me chamam de princesa! Escrava, isso sim, sou eu!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Dia fresco

Hoje foi dia de mudar os lençóis da cama. Já não os mudava desde a primeira guerra mundial e hoje foi o dia. Atão, estou aqui desejando de saltar para ela, pois se há momentos dignos da minha adoração um deles é meter-me numa cama cheirando a fresco. E eu uso Lenor - amaciador - que vem directamente não da Tailãndia mas de Londres. Adoro o cheiro deste amaciador que perdura desde a primeira guerra até à segunda.
Estou ansiosa para meter este belo corpo enxovalhado, cheio de pregas, nuns lençóis engomados pelas mãos da minha Paula  - a que substitui Moi-Même quando ela está sem pachorra para tarefas domésticas.
Lençóis cheirando a lavado e a Lenor é qualquer coisa como ir ao Céu e voltar enquanto o diabo não vê.
Aguarda-me um momento de verdadeira paixão.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

E, aos 61 anos 4 meses e 29 dias de existência​...

...fiz uma tatuagem.
Podia dar-me para pior mas não. Fiz uma tatuagem linda que simboliza a minha família, aquela que constituí e está preparada para aumentar por cada neto que chegue.
E com um simbolismo ainda maior. Oferta dos meus filhos no Dia da Mãe.

Sim, eu sei que sou velha, sim, também sei que perdi o juízo (e não sei onde, é que não o consigo encontrar, caramba!), sim claro são coisas de adolescentes....sim....sim... sim...para tudo o que estão a pensar.... Mas estou feliz​ com a bela da tatuagem.
E depois... até as minhas Pulgas adoraram.
E porque não se sou jovem? Que culpa tenho eu de ter nascido antes do tempo?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Começo a ficar farta

Ando aqui numa de: vai-à-rua-entra-pa-dentro-olha-o-norte-olha-o-sul, numa de vigiar o tempo. É que ontem deixei a roupa no estendal da rua a secar ementes almocei.
Já estava enxombrada (como dizia a tia-velha), quer dizer: meia seca, e assim que cheguei vou vigiar e, estava novamente molhada (irra espirra) . Tirei da rua, coloquei no estendal interior e pela manhã olhei o céu, não vá o Pedrocas mandar baldes d´'água e eu estar desprevenida, mas começo a fartar de andar a vigiá-lo. Ainda há pouco, cabeça espetada pó ar, nuvens carregadas lá pó norte, o sol brilha cá em baixo.
Será que...? Ou será que não... ?
É melhor não me fiar no tempo. Vou mazé voltar a por a roupa cá dentro.
Ai vida esta de mulher a dias! E Moi-Même (a rais-parta da empregada ucraniana achou de ir de férias!) que não aparece há tanto tempo! É que eu e Moi-Même sempre eram duas a vigiar: uma vigiava o norte outra vigiava o sul. É que a minha cabeça parece um cata-vento. E, também começo a ficar farta dela!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

E perguntam vocês o que tenho a dizer sobre o assunto

Ora bem, deixa-me cá ver se arranjo uma boa desculpa para esta ausência de dez meses. (Chiça, caramba! Nem me dei conta do tempo!)
Tenho viajado. Certo? Tenho brincado mais e jogado...aquele Candy Crush, jogo do demo daí que o blogue ficou a um canto. E pensava: recomeço ou não?!?
Moi-Même, aquela bicha danada da minha empregada coreana, enchia-me a cabeça de ideias, eu refutava-as todas, dizendo" tu namatentes com isso"! Mas ela não parava de m' atormentar!... E foi ficando o bichinho....E Moi-Même que não se cansava de dizer para recomeçar...
Mas sabem, não tinha uma ponta de saudade...
tMas agora "ou vai ou racha"...E tanta coisa se passou ementes eu hibernava!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

E, depois, não digam que não avisei

No espaço de uma semana encontrei dois telemóveis da marca Samsung ", ambos foram entregues ao seu legítimo proprietário. Mas, desde já, fica o aviso: o próximo não entrego, aliás, entrego sim, a alguém que sempre desejou ter um Samsung: Moi-Même, a minha empregada doméstica emigrante do Caribe a trabalhar, ilegalmente, na minha mansão. Se ela não quiser ofereço à Euzinha, a outra empregada, brasileira, com um bumbum do tamanho do mundo que às vezes substitui Moi-Même nas tarefas.
Por favor, não percam nenhum ao meu lado. Fica o aviso.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Na tação ou na tacinha?

Se ontem foi dia de ginástica hoje é dia de natação. São as tais resoluções de Ano Novo.
Prometi a Moi-Même- a tal empregada doméstica do Caribe que limpa a mansão cá desta escriba,  que juntas havíamos de ter um corpo, não de iogurte mas de Sophia Loren. Ah, não sabem quem é?! Oquei, explicou noutro para não me perder do que "iva" (como dizia uma antiga aluna, castelhana de nascença) a dizer.
Pois, então, hoje é dia de natação! Rima até, que coisa gira...
Mas a natação não é para mim, não comecem a pensar que eu endoideci e passei a ser louca por desporto, nada disso darlingues, a natação é para as Pulgas, eu vou somente ajudar no despe-veste; despe-lava-enxuga-veste. E fico sentada na plateia a saborear o prazer que tenho de ver os outros felizes.
E as Minhas Pulgas são felizes.
Vamilhá, então, nadar na tacinha que na tação não é para mim nem para Moi-Même.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

As voltas que a vida dá

As voltas que eu dei hoje só para satisfazer uma pessoa.
Primeiro pede dióspiros, assim como se eu fosse a reencarnação de uma vida passada a dar estes frutos; depois lembra-se de pedir anonas, quivis, papaias, goiabas, assim como se eu tivesse uma barraca ou uma pequena superfície comercial.
Atão eu e Moi-Même deitámos pernas à rua e "foice" procurar as frutas. Moi-Même inda resmungou, como sempre faz a biteche e disse que, quiçá pode não haver dióspiros...e não é que ela - Moi-Même acertou como se estivesse a jogar no jogo do bicho e desse o cavalo em vez do porco?
Dióspiros....pois dióspiros... aquela fruta do demo que me faz saltar de um para outro ramo, perdão super, até descobrir quatro, senhores, quatro já meio moles e maduros como o diacho!
Agora jazo aqui à espera c' as unhas sequem para vestir a roupa nova c'o pai natal deu. Mentira foi mê senhor.


sábado, 19 de dezembro de 2015

Venham cá todos, sintam-se convidados e...

....já agora que aqui estão, sentem-se à roda da mesa. Repararam no que está no centro? Aproximem-se do monitor, abram bem os olhos e que vêem? Pois, é isso mesmo.
Um bolo. E quantas velhinhas tem, contaram? São muitas não são? Pronto, eu ajudo.
São sessenta. Sessenta velinhas que equivalem aos anos que já vivi. São muitos? Eu sei! Mas são meus.
E agora preparem essas vozes que vamos cantar os Parabéns à avoGi.
Um dois três...começar acompanhado de palminhas, sim?

sábado, 7 de novembro de 2015

Porque hoje é sábado

Ao sábado lava-se a roupa de cama, toalhas de banho, de cozinha e tapetes, não tudo na mesma máquina como a louca da Rita, a minha empregada fazia. Ela misturava os lençóis com os tapetes do chão. Além de louca, porca. Mas isso é outra conversa...
Agora, com Moi-Même é outra conversa, esta minha empregada é imigrante do Caribe, mas sabe muito bem que roupas colocar ao mesmo tempo na máquina. É assim a modos que pra lá de Bagdad....
E, hoje, lembro que a minha mana trouxe estas embalagens de "Lenor", amaciador que adoro e não é comercializado em Portugal, pelo menos que eu saiba.
Minhas darlingues, se vocês lavarem com Ariel e amaciarem com Lenor digo que é algo fora do comum. O cheiro entra nas narinas e permanece durante dias na cama. E na roupa.
E se pensam que este poste é patrocinado pelas marcas acima faladas estão mal-enganadas. Aliás, foi patrocinado pela minha irmã, pois foi ela que me ofereceu.
Tenham um bom sábado, e não esqueçam de lavar lençóis e tapetes, não ao mesmo tempo, na mesma máquina, sim?

sábado, 10 de outubro de 2015

Eu e Moi-Même uma dupla perfeita

As Pulgas pediram para comprar castanhas para comerem assadas. Avó que é avó cumpre logo e mata o desejo da canalha. Só que...
Estava eu na lide doméstica, sim, darlingues, tive de avergar a giba e fazer tudinho que a louca de Moi-Même, a empregada imigrante, faltou hoje à picagem do ponto no trabalho. Atão, eu, madame, rainha deste palácio substituí Moi-Même. E vai na volta mê senhor escorrega na escada bate cu traseiro na esquina da gaveta e, as castanhas cá-te-vistes, ou melhor, ficaram adiadas do almoço pó jantar.
O problema é que esta canalha não me larga a roda da saia sempre a me perguntar se já estão cozidas, assadas ou refogadas. Ora, uma mulher, que é uma autêntica fada do lar não faz duas coisas ao mesmo tempo, ou seja, não posso cortar as castanhas e aspirar. Por isso, elas jazem dentro do saco à espera da sua sorte.
E as Pulgas estão aqui ao meu lado a puxarem pela saia,vou ter que ir canão em vez de castanhas tenho "Cozido de Beiças" pó jantar.
E deveria ser Moi-Même a descascar as castanhas por que é trabalho de uma empregada de alto gabarito, mas vou ter de ser eu, já vi a coisa!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Desceu sobre mim o manto

Estou aqui "embuseirada" metida no canapé, canela esticada, olhar lânguido, com a força e a vontade de me levantar ao longe, vejo-as daqui mas não chamo por elas, deixo-as onde estão, bem longe de mim. O manto da preguiça tapa-as.
gmas, penso que desta forma nada se faz. Há que produzir, há que deitar as mãos ao trabalho, agarrar com unhas e, se necessário, com os dentes, "canão" a moleza iinstala-se.
Bem, vai disse tudo o que tinha a dizer a mim e a Moi-Même que se encontra sentada ao meu lado, agora vou convencer Euzinha, a empregada suplente brasileira que está em minha casa até agarrar um visto, se possível Gold para permanecer nesta ilha do sol que as coisas fazem-se não aparecem feitas, que as fadas só existem nos livros.
Bem, já falei já disse agora vou mazé preparar umas coziquitas para amanhã, uma vez que a grande festa, o arraial de comes e bebes de aniversário decorre aqui na mansão. Umas coisitas poucas para adoçar os cinquenta convivas (e aqui aumento um pouco para dar suxpense e deitarem aquele ahhhhhhhh para fora e porem a vossa imaginação a funcionar, ao mesmo tempo que de testa franzida exclamam: " ah, coitada da avoGi!").

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Obrigada, é bom saber que não sou maluca!

Ide ler o artigo e depois digam calquer coisa.
Logo eu que falo com Moi-Même todo o dia! E ela responde, o que é o pior grau de maluqueira. Vou já dizer a Moi-Même - aquela empregada que tenho desde há muito e que é uma mula teimosa - que neste momento está de perna esticada no canapé ao invés de fazer as lides domésticas para ler.
Ai entrai (aqui) e aliviem-se aqueles que como eu falam sozinhos.
Não sou maluca, não sou maluca, afinal sou um génio. Coisa maibaua de se saber!
Até a afta bucal deixou de doer.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eu tão só tão só

Há muito tempo que não tinha um dia só para mim. E, sendo eu como sou, sagitariana ao expoente máximo, adoro estes dias.
Dias em que não programo almoços jantares, dias em que tenho a casa só para mim e oiço até o meu estômago a roncar. Sem Pulgas, sem o mê senhor que foi para o rallie, nem vejo horas. E o que se faz nestes dias em que estou só?
Queriam, se estão a pensar que relaxei deitei espreguicei e sornei, desenganem-se...escafiei a casa, desde banho de lixívia a cera e a roupas lavadas nada ficou por fazer. E Moi-Même? Essa bitche, nem levantou o aspirador do chão quando me caiu em cima do pé.
Gosto de estar só, com a certeza porém que não estou só.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Vida difícil a minha e a de Moi-Même.

Ementes os netos piscinam, a avó - eu, coloco-me em posição de relax. Assim que esta criatura - eu, assento a cesta na rede, Moi-Même faz exactamente o mesmo. Esta diaba de empregada imita-me em tudo! Farta, fartinha dela!
A bicha que me ajuda nas lides domésticas, imigrante ilegal do Caribe, acha-se dona do espaço, quando me vê de perna esticada na rede, tungas, vai de descanso, exactamente para o mesmo sítio.  Diz ela que a vida é dura. E eu não sei?

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Este ano há eleições, por isso tá explicado

Ao ler a notícia que as médias deste ano nas provas finais de ciclo, melhoraram e muito eu, rapariga que depois que lhe disseram ter visto um elefante a fazer o triplo salto mortal encarpado à retarguarda, já filtra toda a informação, ainda por pouco tempo achei que, realmente, algo melhorou e que as crianças mudaram as suas atitudes perante a escola e as metas curriculares, mas depois...
Não, AvoGi, acorda desse torpor, disse eu a falar comigo pois que Moi-Même está de visita à família lá pós lados do Caribe, as crianças não mudaram nem as metas nem o trapiche, o que mudou foi a forma de avaliação e toca a aproveitar todas as respostas mesmo erradas porque há eleições e se o menino passar sempre são dois votos. Poissssss, tá claro!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

E daqui para a frente é olhar...

Sabiam que a cor da urina pode indicar se tem cancro? Segundo um estudo e, abro parêntesis para dizer que hoje em dia só se fazem estrudos, demasiados até, fecha parêntesis, é possível detectar esta maldita, se tiver atenção e olhar para quando urina e, claro, identificar a cor. Depois vai a este sítio e tira as dúvidas.
Olhem, e agora um aparte deste assunto, fiquei assustada porque tenho este terrível hábito de olhar para os produtos que faço e a minha urina estava roxa. Pus logo a mão na boca para reprimir um grito e, com a outra puxava, insistentemente, pela saia de Moi-Même, para que olhasse o buraco e só acalmei quando ela, Moi-Même - a empregada que me acompanha sempre nestes obras, me disse:
- já tavas a hiperventilar, não? Não te lembras que comeste paletes de beterraba, não?
Só ela para me acalmar!
E só eu para vos indicar o caminho da luz...

sexta-feira, 27 de março de 2015

Eu, Moi-Même e Euzinha três a dançar o tango

Sentadas no canapé, logo a seguir ao almoço digo a Moi-Même que a casa de banho está para limpar. Ela olha para mim com cara de "mete-nojo" e mantêm-se deitada, sem contudo me fazer crer que dali não tiro nabos da púcara nem limpeza da casa de banho. Olho para Euzinha, a brasileira à experiência (uma vez que Moi-Même não tarda muito vai ser recambiada para a sanzala de onde veio, em virtude de ser uma calaceira para o serviço), que é dócil, trabalhadora, sensível às limpezas, uma verdadeira fada do lar. Ela olha para Moi-Même e abana a saia rodada como se fosse desfilar na escola de samba do Tipué, no carnaval e desata logo a limpar o pó e a varrer o terreiro.

Eu, madame que nada faz por ter, agora, Euzinha, digo-lhe para fazer o que ainda não foi feito, a modos que Pedro Abrunhosa, ementes eu descansava este corpo Danone e massagava o ventre cheio de uma bela duma caldeirada feita por Moi-Même, vá lá, pelo menos ainda faz umas comidas deliciosas.
Olho para o alto do terreno e vejo aquela peste de Moi-Même a plantar umas alfaces que eu havia comprado. Imaginei logo que a confusão entre elas (Moi-Même e Euzinha), pois sei que quando ela mexe na terra suja sapatos, roupa sem falar nas unhas dos pés e mãos, cabelo, pois que dá-lhe sempre a comichão no alto da cachimónia quando tem as mãos sujas.
Imaginei de seguida a casa de banho limpa a brilhar que dá para se ver ao espelho no chão de azulejos, quando a louca de Moi-Même entrar com terra enfiada nos regos dos sapatos de sola de pneu.
Não tardou muito, assim que entra na casa de banho limpa e deixa terra por todo o sítio, oiço Euzinha a maldizer a hora, o minuto e o segundo em que esteve de rabo para o ar assim a modos que alemão em tempo de guerra a limpar, a escafiar a casa de banho.
Eu nem sabia se brigava com Moi-Même se elogiava Euzinha.

Fotografia: Praia do Almirante Reis, no centro do Funchal

sábado, 14 de março de 2015

Isto é que vai ser mandar papaias!

Num cântaro cá do jardim, e sem que tivesse eu deitado sementes à terra, nasce a olhos vistos papaieiras.
Ainda perguntei a Moi-Même, aquela minha empregada que não tarda muito vai de volta para a Jamaica, se tinha plantado. Responde-me, olhando para mim com aqueles olhos esbugalhados como se eu tivesse a doença do esquecimento, e tamborilando os dedos no tampo da mesa vira a cara como se fosse a rainha deste palácio.
Preparada como estava ainda pensei, já de seguida, mandar-lhe umas papaias, mas abri a boca e fechei. Mas não perde pela demora. Sou senhora de mandar algumas.